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Conheça todas as fases do Gerenciamento de Áreas Contaminadas (GAC) | Diatech Ambiental

O Gerenciamento de Áreas Contaminadas, conhecido como GAC, representa um conjunto sistemático de procedimentos técnicos e administrativos que visam identificar, avaliar e remediar áreas onde substâncias químicas possam comprometer o solo, a água subterrânea ou o ecossistema ao redor.

De acordo com diretrizes nacionais e estaduais, como as da CETESB em São Paulo, esse gerenciamento atende a obrigações legais e também transforma passivos ambientais em ativos valorizados para empreendimentos futuros.

Nesse sentido, empresas, proprietários de imóveis e órgãos públicos recorrem ao GAC especialmente em locais com histórico de atividades industriais, postos de gasolina ou depósitos químicos, onde os resíduos podem persistir por décadas.

Assim, compreender as suas fases permite antecipar custos, prazos e riscos, alinhando-se a práticas de sustentabilidade que ganham cada vez mais relevância no mercado Brasileiro.

Estrutura geral das fases do GAC

As fases do GAC são divididas em quatro blocos principais que vão desde a Identificação, Diagnóstico, Intervenção e Encerramento conforme estabelecido pela Resolução do CONAMA nº 420/2009.

Cada uma delas avança de maneira sequencial, com aprovações de órgãos ambientais entre os passos, e utiliza ferramentas como amostragens, modelagens e avaliações de risco para embasar suas decisões.

Embora algumas variações nos processos do GAC existam, o fluxo básico segue uma lógica progressiva: primeiro se confirma a suspeita de contaminação, depois é detalhado o problema, em seguida intervém-se com medidas corretivas e, por fim, monitora-se até a liberação da área.

Essa estrutura assegura que recursos sejam aplicados de forma eficiente e que a reabilitação atenda ao uso pretendido do terreno, seja residencial, comercial ou industrial.

Resumo geral das fases do GAC

Fase

Atividades principais e objetivos

1.Identificação

Avaliação preliminar histórica e investigação confirmatória para detectar contaminantes iniciais.

2.Diagnóstico

Consiste na investigação detalhada, modelo conceitual e análise de riscos à saúde e ao ambiente.

3.Intervenção

Fase com elaboração de plano e execução de remediação, com tecnologias adaptadas ao tipo de contaminação.

4.Finalização

Monitoramento final para validar a reabilitação e declarar a área segura.

1.Detalhes da fase de identificação

Na fase inicial de identificação, realiza-se uma avaliação preliminar que reúne dados históricos sobre o uso passado da área, incluindo mapas antigos, relatórios de atividades industriais e entrevistas com ex-funcionários ou vizinhos.

Essa etapa, prevista na Resolução do CONAMA nº420, busca indícios de fontes potenciais de contaminação sem grandes intervenções de campo, poupando tempo e recursos desnecessários.

Caso os indícios sejam fortes, prossegue-se para a investigação confirmatória, na qual se coletam amostras de solo, água ou sedimentos para uma análise laboratorial. Com isso, confirma-se a presença de substâncias acima dos limites de prevenção ou intervenção, classificando a área como suspeita (AS) ou sob investigação (AI).

Ao término dessa fase, o responsável pelo processo já possui um relatório preliminar submetido ao órgão ambiental competente, definindo os próximos passos com base em critérios quantitativos e qualitativos.

Saiba mais: Entenda como a Diatech soluciona contaminações ambientais complexas

2.Profundidade na fase de diagnóstico

Avançando para a fase do Diagnóstico, intensificam-se as investigações com campanhas ampliadas de amostragem, bem como perfurações para mapear a extensão e a profundidade da pluma de contaminação.

Em paralelo a isso, constrói-se o Modelo Conceitual de Sítios Contaminados, que integra fontes poluidoras, mecanismos de migração (como fluxo de água subterrânea) e receptores potenciais, como aquíferos ou populações próximas.

A avaliação quantitativa de risco, então, calcula as probabilidades de exposição a carcinógenos ou toxinas, comparando as concentrações encontradas com valores-guia de qualidade do solo.

Assim, se os riscos excederem os níveis aceitáveis para o uso futuro da área, como em zonas residenciais com crianças ou agricultura, por exemplo, justifica-se a necessidade de intervenção.

Essa fase culmina em um relatório detalhado aprovado pelo órgão regulador, servindo de base para o plano corretivo subsequente.

Veja também: Saiba como é o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para grandes empreendimentos com a Diatech Ambiental

3.Execução na fase de intervenção

Com os riscos confirmados, elabora-se o Plano de Gerenciamento ou Intervenção, que detalha estratégias, como escavação e disposição de solo contaminado, injeção de reagentes oxidantes, biorremediação ou sistemas de extração de vapores.

A escolha da tecnologia considera alguns fatores como o tipo de contaminante (hidrocarbonetos, metais pesados), tamanho da área e prazos regulatórios, sempre visando a redução das concentrações a níveis compatíveis com o uso declarado.

Durante a execução, monitoramentos intermediários ajustam o plano em tempo real, enquanto medidas de contenção, como barreiras reativas, previnem a dispersão de poluentes.

Órgãos como a CETESB exigem relatórios semestrais ou trimestrais, garantindo a transparência e a conformidade dos processos do GAC.

Dessa forma, essa fase não só mitiga os impactos imediatos, mas também prepara o terreno para as fases finais.

Leia também: Técnicas de Biorremediação: como essa solução ambiental recupera solos contaminados

4.Finalização com monitoramento e encerramento

Na fase de Encerramento, ou monitoramento para reabilitação, verificam-se os efeitos das intervenções por meio de amostragens, atualizando o modelo conceitual até que as concentrações estabilizem abaixo dos critérios de reabilitação.

Essa etapa, que é crucial para a classificação final como Área Reabilitada (AR), pode se estender por meses ou anos e inclui análises estatísticas para comprovar tendências de descontaminação.

Uma vez atendidos os requisitos, o órgão ambiental emite o Termo de Reabilitação, liberando o imóvel para transações ou novos projetos. Com isso, essa conclusão cumpre as exigências legais, e também agrega valor patrimonial, especialmente em áreas urbanas valorizadas.

+ O que é o Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRA) e sua importância

Por que é importante conhecer essas fases

Dominar as fases do Gerenciamento de Áreas Contaminadas capacita proprietários e gestores a lidarem com burocracias com agilidade, evitando multas que podem ultrapassar R$50 milhões em casos graves, conforme fiscalizações do IBAMA e secretarias estaduais.

Além disso, integra-se a licenças ambientais mais amplas, facilitando linhas de financiamentos verdes e certificações de sustentabilidade.

Por fim, se você entende que precisa avançar no Gerenciamento de Áreas Contaminadas do seu terreno ou empreendimento com expertise comprovada, saiba que a Diatech oferece soluções ambientais completas desde a identificação até o encerramento, com uma equipe técnica especializada.

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