As mudanças climáticas já estão alterando o comportamento dos recursos naturais em diferentes regiões do mundo. E, quando pensamos nos efeitos do aquecimento global, é comum lembrar primeiro de ondas de calor, secas, enchentes e tempestades.
Porém, existe outro impacto importante que acontece de forma menos visível: as alterações sobre o solo e a água subterrânea.
Isso porque o ciclo da água está diretamente relacionado ao clima. Por isso, quando os padrões de chuva, a temperatura e a evaporação mudam, também podem mudar a umidade do solo, a recarga dos aquíferos e a disponibilidade de água subterrânea.
Aqui, no Brasil, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aponta que as mudanças climáticas podem aumentar a frequência de secas e inundações, trazendo novos desafios para a segurança hídrica do país.
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Como as mudanças climáticas afetam o solo
O solo funciona como uma espécie de reservatório natural. Ele recebe parte da água das chuvas, permite a infiltração e contribui para a recarga dos sistemas subterrâneos. Porém, esse equilíbrio pode ser prejudicado quando o regime de precipitação se torna mais irregular.
Com isso, os períodos prolongados de seca podem reduzir a umidade do solo e aumentar a sua vulnerabilidade à degradação. Por outro lado, as chuvas muito intensas em um curto período podem provocar erosão, escoamento superficial e transporte de sedimentos e contaminantes.
Segundo dados do Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC), já existem evidências de alterações na umidade superficial do solo associadas às mudanças climáticas. O aumento das temperaturas também favorece uma maior evaporação, o que pode contribuir para o ressecamento de determinadas regiões.
Assim, o impacto das mudanças climáticas no solo e na água subterrânea precisa ser analisado considerando não apenas a quantidade de chuva, mas também a sua intensidade, distribuição e relação com as características de cada território.
O que acontece com a água subterrânea
A água subterrânea depende, entre outros fatores, da infiltração da água no solo e da recarga dos aquíferos. Portanto, qualquer alteração nesse processo pode afetar os níveis e a disponibilidade desse recurso.
Em períodos de estiagem prolongada, por exemplo, a redução da infiltração pode diminuir a recarga. Já nos eventos de chuva extrema podem gerar grandes volumes de escoamento superficial, fazendo com que uma parcela da água não tenha tempo suficiente para infiltrar adequadamente.
Um estudo publicado no Brazilian Geographical Journal, revista da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), destaca que as alterações nos regimes de chuva, temperatura e evaporação podem aumentar as pressões sobre as águas subterrâneas, especialmente diante de períodos mais intensos de seca e estiagem.
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Mudanças climáticas também podem afetar a qualidade da água
O problema não está apenas na quantidade de água disponível, uma vez que a qualidade também pode ser afetada.
Durante chuvas intensas, a água que escoa pela superfície pode transportar substâncias presentes no solo para rios e lagos. Dependendo das características do local, contaminantes e fertilizantes, pesticidas, bem como resíduos podem alcançar as águas subterrâneas.
Sendo assim, compreender o impacto das mudanças climáticas no solo e na água subterrânea também é uma questão de prevenção e gestão ambiental.
E como as empresas podem se preparar para as mudanças climáticas
Para as empresas, considerar os efeitos climáticos no seu planejamento ambiental significa ir além do cumprimento das obrigações legais. É necessário compreender como o empreendimento pode ser afetado por mudanças na disponibilidade de água, eventos extremos e alterações no solo.
Nesse contexto, os estudos ambientais, a investigação de áreas potencialmente contaminadas, o monitoramento de água subterrânea e a avaliação de riscos podem fornecer informações importantes para a tomada de decisões.
A prevenção também permite identificar problemas antes que eles se tornem mais complexos e custosos. Afinal, cuidar do solo e da água subterrânea é uma forma de proteger tanto o meio ambiente quanto a continuidade das atividades econômicas.
Conte com a Diatech para o planejamento ambiental
As mudanças climáticas tornam o planejamento ambiental cada vez mais estratégico. Assim, entender o impacto das mudanças climáticas é essencial para antecipar riscos, preservar recursos naturais e tomar decisões mais seguras.
Nesse sentido, a Diatech Ambiental atua com soluções de gestão e consultoria ambiental, apoiando empresas na avaliação de riscos, no gerenciamento de áreas contaminadas e na regularização ambiental.
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