O que uma avaliação de risco ambiental pode "mostrar" ao seu empreendimento

Você já parou para pensar que por trás de um terreno aparentemente perfeito para o seu negócio pode haver riscos ambientais que podem custar milhões em multas, remediações ou até o fechamento da operação?
Pois bem, uma Avaliação de Risco Ambiental (ARA) é como um raio-X completo do seu empreendimento, revelando problemas escondidos que vão além do que o olho vê, garantindo conformidade com a legislação, bem como proteção financeira.
Por que fazer uma avaliação de risco ambiental?
No Brasil, a avaliação de risco é parte essencial do licenciamento ambiental, exigida pela Resolução do CONAMA nº 1/1986 para as atividades com potencial poluidor, como indústrias, construções e agronegócios.
Ela identifica alterações nas propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, incluindo impactos na saúde humana, biota e nos recursos hídricos. Essa análise preliminar ou quantitativa previne muitas surpresas durante fusões, aquisições ou expansões, em que os passivos ambientais ocultos representam até 30% do valor de imóveis industriais.
Diante disso, os empreendimentos que ignoram a necessidade da avaliação de risco ambiental podem enfrentar autuações do IBAMA ou das secretarias estaduais.
Contaminação do solo: o inimigo invisível
Um dos problemas mais comuns revelados pela avaliação de risco é a contaminação do solo e/ou água subterrânea por metais, hidrocarbonetos ou resíduos de diversas naturezas químicas gerados em operações antigas.
Por exemplo, em indústrias metalúrgicas ou postos de combustível, solos saturados por hidrocarbonetos totais de petróleo (TPH) podem exigir remediação ambiental custando R$500 mil por hectare.
Com isso, a avaliação de risco usa sondagens e análises laboratoriais para quantificar esses passivos, evitando que o empreendedor herde responsabilidades de proprietários anteriores. No RS, casos em Gravataí expuseram solos contaminados por 20 anos de atividades fabris.
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Águas subterrâneas ameaçadas por poluentes
As águas subterrâneas contaminadas são outro flagrante clássico das avaliações de risco, especialmente em áreas com histórico de armazenamento de combustíveis ou agrotóxicos. Estudos detectam compostos como benzeno ou pesticidas migrando para aquíferos, violando os padrões da Portaria GM/MS nº 888/2021 para potabilidade.
Por exemplo, em terminais de distribuição de petróleo, como em Cubatão (SP), as análises revelaram Hidrocarbonetos Totais de Petróleo (TPH) e Hidrocarbonetos Aromáticos Policíclicos (PAH) em 12 de 51 sondagens, com riscos à saúde via ingestão ou inalação.
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Resíduos enterrados e estruturas abandonadas
A avaliação de riscos revela resíduos perigosos enterrados, como tambores de óleos ou lixiviação de aterros informais. Assim, muitas auditorias identificam esses passivos ocultos em boa parte das due diligences ambientais, com custos de escavação e tratamento superando R$1 milhão, em muitos casos.
Outros casos reais incluem indústrias cerâmicas em SP, onde o hexaclorociclohexano (HCH), pesticida proibido desde 1985, contaminou solos profundos, e só foi detectado após investigações confirmatórias.
A avaliação usa georradares e perfurações para mapear depósitos, o que é essencial em aquisições de imóveis industriais onde a ocupação irregular de Áreas de Preservação Permanente (APP´s) agrava ainda mais o quadro.
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Riscos à saúde humana e biota expostos
Além de problemas físicos no solo e na água, a avaliação de riscos ambientais revela vias de exposição humana, como a inalação de vapores voláteis, o contato dérmico ou cadeia alimentar via biota afetada.
Em algumas áreas urbanas-industriais, populações vulneráveis como crianças enfrentam, no dia a dia, neurotoxinas de águas contaminadas. Esses achados reforçam a utilidade de planos de contingência, protegendo não só o ambiente, mas o valor da marca e reputação do negócio.
Impactos nos recursos hídricos e qualidade ambiental
Também, as avaliações de risco ambiental destacam alterações em rios e aquíferos, como a eutrofização por nitrogênio ou redução de vazão por impermeabilização.
Por fim, realizar uma avaliação de risco profunda, com Análise Preliminar (AP) evoluindo para Quantitativa de Risco (AQR), coloca o seu empreendimento em dia com as normas e leis ambientais, evitando assim problemas graves.
Dessa forma, a avaliação não só lista os problemas, mas também propõe ações mitigadoras como biorremediação ou barreiras reativas.
Portanto, se você deseja se precaver e estar em conformidade, conte com a Diatech Ambiental, especialista em avaliações de risco ambiental em São Paulo, para realizar diagnósticos completos com laudos certificados.